Relato importante sobre minha experiência como embaixadora do Artist Alley
- Cixa Mágica
- 29 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 29 de mai. de 2025

Sou de Belo Horizonte e fui convidada para ser embaixadora do Artist Alley oficial de Minas Gerais. Aceitei com a intenção de ajudar, especialmente depois de um incidente em uma das edições: não havia mesas para os artistas, e fomos obrigados a expor nossas artes no chão.
O público ficou indignado, e nós também.
Aceitei o convite para ser uma ponte entre os artistas e a organização. Me prometeram apenas isso: ser um canal de comunicação. Sem pagamento, apenas a promessa de acesso livre para expor.
Por amor à nossa comunidade artística, aceitei.
Mas a realidade foi outra: além de captar artistas, criar formulários de inscrição, tentar reconquistar a confiança perdida após o episódio das mesas, passei a trabalhar de graça na organização do Artist Alley: organizando mesas, recolhendo inscrições, ajudando na comunicação, corrigindo erros, tentando resolver problemas no evento e até mesmo trabalhando com o social media, sem que isso fizesse parte do combinado.
Tudo isso enquanto eu ainda precisava produzir minhas próprias peças para expor.
Apesar dos esforços, cada edição teve sérios problemas: desorganização, promessas não cumpridas e falta de estrutura.
Até que chegou o evento final, a "Copa Cosplay", que prometia ser grandioso.
Passei o dia inteiro ajudando: carreguei mesas, distribuí sacos de lixo, organizei fiação elétrica e os espaços dos artistas — mas o evento foi cancelado.
E não foi só isso: nos enrolaram o dia inteiro para avisar, fizeram os artistas acreditarem que no dia seguinte aconteceria normalmente. Fui cedo ao local para confirmar com a produção e dar um "ok" para os colegas, mas fomos enganados de novo.
O evento foi cancelado de vez, e ninguém foi reembolsado.
Cerca de 11 artistas que confiaram em mim pagaram no mínimo R$120,00 cada pela mesa.
Prometeram reembolsar. Me pediram para recolher dados de cada artista, e eu, novamente, fui atrás de todos, sozinha.
Passei tudo o que pediram.
E depois desapareceram.
Nunca recebi pagamento por nada.
Os artistas também não receberam o reembolso.
Meu nome foi exposto e prejudicado.
Tudo o que fiz foi com a intenção de ajudar, mas fui enganada, usada e descartada.
Inclusive na edição cancelada no dia do evento, eles chegaram a postar no Instagram um vídeo, mostrando um documento como se fosse o alvará dos bombeiros — mas era uma advertência, não uma autorização.
Culparam o Shopping Estação pelo cancelamento, e eu, sem saber de nada, ainda defendi eles publicamente, acreditando na palavra deles.
Eu errei em confiar.
Mas não errei em tentar ajudar.
Se você é artista e pensa em participar de futuros eventos organizados por eles: fique atento.
Eu precisava contar isso para vocês.
Obrigado a todos que confiaram em mim, que viram meu esforço e sabem o quanto lutei para que os artistas fossem respeitados.
Espero que isso nunca mais aconteça com ninguém.

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